Depressão Pós-Parto: Entenda o que é Agora! (Parte 3)

Olá Pessoas! Seguindo nossa série sobre depressão, hoje vamos fala sobre a depressão pós-parto. Esse tema já foi discutido em novela, programas de TV e é mais comum do que imaginamos. Muitas pessoas não entendem como é possível uma mãe “rejeitar” seu filho e sentir tristeza ou irritabilidade em um momento tão especial na vida de muitas mulheres. Mas, isso é mais delicado do que imaginamos. Vai além de frescura, despreparo ou qualquer outra coisa que já ouvimos falar.

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Muitas mulheres -50% a 80%- são tomadas de grande tristeza que surge de forma inexplicável, mas em alguns dias, no máximo 15 dias desaparecem. Nesses casos não é motivo de preocupação, porque muitas alterações hormonais surgiram nos últimos tempos e toda essa mudança podem influenciar no sistema nervoso central, além de alterações na rotina. Logo o organismo se reorganiza e tudo volta ao normal.

Há outras mulheres que esse sentimento de tristeza surge semanas após o parto, se intensificando cada vez mais. Alguns casos causa incapacidade de exercer tarefas simples do dia a dia, se tornam apáticas e desinteressadas pelo que ocorre a sua volta. Nesses casos podemos caracterizar como depressão pós-parto. Lembrando que o diagnóstico é feito pelo psiquiatra, psicólogo e até mesmo o seu obstetra.

Existe uma explicação neurobioquimica para a depressão pós- parto. Durante a gestação o organismo feminino é submetido a grandes doses de hormônios, entre eles o estrógeno e a progesterona que atingem o sistema nervoso central,  alterando a ligação entre neurônios. Após o parto ocorre uma queda brusca desses hormônios, sendo esse um fator importante para desencadear a depressão pós- parto. Mas, esse não é o único causador.

Mulheres com histórico depressivo, seja ele pós- parto, durante a gestação ou independente da gestação, são mais susceptíveis a desenvolver novamente um transtorno depressivo. Situações como gravidez não planejada ou indesejada  podem ser gatilhos para o desenvolvimento do problema.

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Como diagnosticar?

A depressão pós-parto se instala de forma lenta e o quadro se intensifica depois de 4 a 6 meses após o parto. Porém, fechar um diagnóstico não é tão simples, porque deve observar todo o contexto dessa mãe, como são os sintomas, o quanto eles interferem no dia a dia, etc.

Em muitos casos, essas mulheres não são diagnosticadas de forma correta, porque suas queixas ao parceiro, familiares, pediatra e o obstetra  podem ser interpretadas como estresse. Em alguns casos o quadro se resolve de forma espontânea, mas em outros pode se tornar crônico.

Além da tristeza, desinteresse em atividades que antes eram prazerosas,  sonolência, falta de energia, diminuição do desejo sexual e desinteresse pelo marido, alterações de apetite, algumas mulheres desenvolvem crises de ansiedade, ataque de pânico, mesmo não sendo portadora do transtorno. Em relação ao bebê pode surgir comportamento obsessivos como agasalhar demais a criança ou verificar a respiração.

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Como tratar a depressão pós-parto?

Existe tratamento sim, alguns medicamentos podem ser administrados sem causar alterações na formação do bebê, mas durante a amamentação o efeito sedativo é passado para a criança, por isso são indicados antidepressivos específicos que passam menos para o leite materno. Uma das alternativas é desprezar o leite colhido algumas horas depois da ingestão do medicamento, pois a droga está mais concentrada nesse período.

Além da medicação a psicoterapia é fundamental para essa fase, pois, os fatores  determinantes para o transtorno é multifatorial, então está relacionado ao ambiente, família, questões pessoais, entre outras. O papel do psicoterapeuta é muito importante para ajudar a mulher a lidar com essas questões.

Esse é um assunto que ainda temos muitas coisas para falar. Se vocês quiserem mais informações sobre a depressão pós-parto entre em contato que atendemos o seu pedido.

Quer acompanhar todos os nossos textos sobre depressão?

Depressão-Você Realmente sabe o que é? (Parte 1)

➡ Depressão- A Importância da Família no Tratemento (Parte 2)

Link Interessantes: ministério da saúde

Beijos, Beijos

 

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